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Economia

OGE 2026: pela primeira vez, as receitas não petrolíferas passam à frente do petróleo

Por Redacção Diplomacy Website1 min de leitura

O Orçamento Geral do Estado para 2026 é mais pequeno, mas marca uma viragem: as receitas fora do petróleo superam as petrolíferas. O Banco Mundial prevê crescimento de 4,5% e a inflação desceu abaixo dos 10%.

O Orçamento Geral do Estado para 2026 estima receitas e despesas de 33,2 biliões de kwanzas, 4,7% abaixo do orçamento anterior. O dado mais relevante, porém, não está no total: pela primeira vez, as receitas não petrolíferas superam as do petróleo, um sinal concreto da diversificação económica há muito anunciada.

Crescimento a acelerar

O Banco Mundial reviu em alta as previsões para Angola: o crescimento deverá passar de 3,1% em 2025 para 4,5% em 2026, uma das maiores acelerações da região, abrandando depois para 3,3% em 2027.

Inflação abaixo dos dois dígitos

Depois de anos de inflação elevada, os preços começaram a dar tréguas: a inflação desceu abaixo dos 10% em julho de 2026 e fixou-se em 8,78% em agosto.

Os desafios que ficam

  • A desigualdade continua elevada e muitas famílias vivem com dificuldades.
  • Dois terços da população são jovens, o que exige emprego e formação em escala.
  • A dependência do petróleo diminui, mas o sector continua decisivo para as exportações.

Para a política externa, uma economia mais diversificada significa também mais margem negocial com parceiros e credores — e uma diplomacia económica com mais para oferecer do que matérias-primas.

Fontes

  • #orçamento geral do estado
  • #diversificação
  • #inflação
  • #crescimento
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