Dez mil convidados, 45 delegações estrangeiras e um ano inteiro de celebrações. O jubileu dos 50 anos de Angola foi também um momento para perguntar que país os jovens querem construir.
A 11 de novembro de 2025, Angola celebrou 50 anos de independência. O acto central, na Praça da República, em Luanda, reuniu cerca de dez mil convidados e 45 delegações estrangeiras, entre chefes de Estado, vice-presidentes, primeiros-ministros e ministros dos Negócios Estrangeiros.
Um programa para todo o país
O dia contou com um desfile cívico de cerca de seis mil participantes e um desfile militar com quatro mil efectivos das Forças Armadas e da Polícia Nacional. Agostinho Neto, proclamador da independência, foi condecorado a título póstumo com a Medalha de Honra, e a música oficial, composta por Totó, foi interpretada por 25 artistas nacionais. As comemorações decorreram de 11 de novembro de 2024 até 31 de dezembro de 2025, no país e nas missões diplomáticas.
Um jubileu com perguntas
O ano do jubileu ficou também marcado por tensões sociais, que parte da imprensa descreveu como um «sabor amargo» nas celebrações. Esse contraste é, em si, parte do balanço: meio século depois, a independência é motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, ponto de partida para exigir mais oportunidades.
Para uma população maioritariamente jovem, o jubileu é menos sobre o passado e mais sobre o país que se quer construir nos próximos 50 anos.
Formação, participação cívica e presença de Angola no mundo — através da diplomacia, da ciência e da cultura — são os caminhos que esta geração tem nas mãos.
Fontes
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