Com uma estratégia nacional de cibersegurança aprovada e três grandes encontros tecnológicos em 2026, o país discute como transformar dados em decisões. O desafio continua a ser a literacia digital.
A transformação digital passou a ocupar o centro da agenda pública angolana. Em dezembro de 2025, um decreto presidencial aprovou a Estratégia Nacional de Cibersegurança, um passo institucional que dá enquadramento à protecção de dados, de serviços públicos e de infraestruturas críticas.
Um ano de encontros sobre tecnologia
O calendário de 2026 reflecte essa prioridade. O Angotic, fórum internacional de tecnologias de informação e comunicação, regressou a Luanda entre 11 e 13 de junho, com ênfase na inteligência artificial e na cibersegurança. Em julho, o Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA 2026) reuniu especialistas no Hotel InterContinental Luanda sob o lema «Da Análise à Decisão, dos Dados ao Impacto». E o Digital Summit Angola está marcado para 24 e 25 de novembro, com foco na aplicação da tecnologia aos sectores estratégicos da economia.
Angola tem uma geração que pode transformar a IA em motor de desenvolvimento nacional, defendeu um dos cofundadores do FNIA 2026.
O que ainda falta
Os próprios organizadores reconhecem os limites: a literacia digital é a base de tudo, há zonas do país ainda sem ligação à internet e são poucos os profissionais que dominam estas ferramentas. Ética, governação dos dados e infraestruturas digitais estão, por isso, entre os temas mais discutidos.
Para a diplomacia e as relações internacionais, a questão é dupla: proteger a soberania digital do país e preparar quadros capazes de negociar em fóruns onde a tecnologia já é tema de política externa.
Fontes
- #inteligência artificial
- #transformação digital
- #cibersegurança
- #angola

