Cerca de 100 oportunidades de investimento identificadas, uma nova empresa pública para coordenar o corredor e a meta de 400 mil toneladas de carga em 2026. O Lobito afirma-se como peça central da diplomacia económica angolana.
O Corredor do Lobito, que liga o porto do Lobito às zonas mineiras da RD Congo e da Zâmbia, continua a atrair capital e atenção internacional. Segundo estudos preliminares, estão identificados cerca de 100 projectos de investimento ao longo do corredor, 21 deles agrícolas, num potencial estimado em seis mil milhões de dólares.
Uma empresa pública para coordenar
Em janeiro de 2026 foi criada a Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito, com a missão de administrar, coordenar e promover as actividades económicas na região e atrair investimento estratégico para a agricultura, a indústria, o turismo e os serviços.
Mais carga e mais financiamento
A Lobito Atlantic Railway (LAR), consórcio que inclui a Mota-Engil, a Trafigura e a Vecturis e que detém desde 2023 uma concessão de 30 anos, espera transportar cerca de 400 mil toneladas em 2026, mais 51% do que em 2025.
- A «Team Europe» mobilizou cerca de dois mil milhões de euros para projectos em Angola ligados ao corredor.
- O Fundo Soberano de Angola anunciou uma plataforma para mobilizar mil milhões de dólares, com um investimento inicial de 100 milhões.
- O Grupo Banco Mundial emitiu garantias de 62 milhões de dólares à Mota-Engil no âmbito do corredor.
Para Angola, o Lobito é mais do que uma linha férrea: é um instrumento de diplomacia económica que aproxima o país dos vizinhos e dos grandes parceiros internacionais, e um teste à capacidade de transformar trânsito de minérios em emprego e produção local.
Fontes
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